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2ª Vara da Justiça pela Paz em Casa realiza encontro de acolhimento a mulheres

Acolher, encorajar e proporcionar orientação às mulheres vítimas de violência doméstica. Este foi o objetivo do encontro promovido na última sexta-feira pela 2ª Vara da Justiça pela Paz em Casa, que funciona no 1º andar da Faculdade Ruy Barbosa, na Avenida Paralela. O evento aconteceu no auditório da instituição e reuniu dezenas de mulheres. A ação, liderada pela juíza Ana Claudia Souza, contou com a participação da desembargadora Nágila Brito, da Coordenadoria da Mulher do Tribunal da Justiça da Bahia, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ronda Maria da Penha – Polícia Militar e do Centro de Referência de Atenção à Mulher Loreta Valadares. Foi um evento de esclarecimento e orientação às mulheres, com objetivo de fortalecê-las, segundo explicou a juíza Ana Cláudia Souza. “Percebemos que muitas das vítimas não estão informadas acerca da Lei Maria da Penha, de seus direitos, de como proceder”, disse a magistrada. Segundo ela, além de promover o acolhimentos das vítimas, foi uma oportunidade de realizar um esse trabalho de conscientização e explicação. “A violência doméstica pode acontecer no lar de qualquer um. Não escolhe classe social, não escolhe cor”, afirmou a juíza “Muitas queriam desistir do processo, outras queriam medidas relacionadas aos filhos ou patrimônio. Foi uma oportunidade para fazermos isso”, explicou a juíza, que optou por fazer os encontros em grupo com as mulheres e realizar audiência com os acusados. De acordo com a magistrada, somente na 2ª Vara, existem 1.200 medidas protetivas ativas. Na oportunidade, ela explicou como a mulher vítima de violência doméstica pode buscar ajuda, e citou as unidades da Delegacia Especializada na Mulher (Deam). Elas também procurar a Defensoria Pública, o Ministério Público ou um advogado, que poderá requerer a medida protetiva. “A medida pode ser revogada se a vítima tiver certeza que aquela situação de risco passou”, informou. Empoderamento - No encontro, a 2ª Vara proporcionou às participantes maquilagem e produção de fotos, em um estúdio montado ao lado do auditório. “Desta forma, elas participam do encontro com outra energia. No decorrer do processo, a autoestima delas cai bastante, já que muitas vítimas são fragilizadas. É preciso resgatar esse lado feminino, que foi maltratado. Todos nascemos para ser feliz. O resgate da autoestima requer um caminho”, afirmou. Salvador conta com três varas da Justiça pela Paz em Casa. As outras duas funcionam nos Barris e na Unijorge, na avenida Paralela.
11/03/2018 (00:00)
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